A obra " O carro de feno ", de Hieronymus Bosch não passa de uma representação da sociedade medieval. Apesar de tantos elementos, ela é extremamente generalizada, mas não no sentido de pobre, e sim pelo fato de encorporar todo o contexto de uma época em um quadro.
Assim como no teatro vicentino, a simbologia abstrata e a caracterização típica estão presentes. Todas as pessoas ali reunidas, representam suas classes sociais e seus devidos papéis na sociedade.
O quadro é uma crítica que contesta o período de transição do feudalismo para o consumismo. O fato do carro de feno estar indo para o inferno, significa que toda aquela violência, luxúria, desigualdade, estaria nos levando para um fim próximo.
Apesar de ser uma obra antiga, o autor já sabia o resultado desta nova política. A questão da consciência entre o bem e o mal tem levado muitos a repensar seus atos e o caminho que estamos criando para este novo mundo.
A religiosidade retratada é de grande discussão e diferenças. Por um lado, a falsa religião nos cria a impressão de que ela não passa de uma fralde. Porém, a figura de Cristo se mostra importante tanto nas obras de Vicente quanto na de Bosch.
Crendo ou não, a figura divina é respeitada, mas cabe saber se ela está ali para nos salvar ou para apenas observar nosso fim ambicioso de braços cruzados.
Autor: Gustavo Souza
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